A Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica iniciou esta terça-feira, 27 de outubro, a sua segunda etapa, na Guiné-Bissau. O arranque contou com uma cerimónia oficial de abertura, um seminário internacional e o início de um programa de formação teórica e prática dirigido a atletas, treinadores, dirigentes e outros agentes desportivos locais, que decorre até 30 de outubro.
A cerimónia de abertura, no auditório do Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau. contou com a presenças de Mário M’bana, diretor-geral dos Desportos da Guiné-Bissau, em representação da ministra da Juventude, Cultura e Desportos, e de Sérgio Mané, presidente honorário do Comité Olímpico da Guiné-Bissau.
Na ocasião, Tiago Carvalho, vice-presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), destacou a importância deste projeto e assegurou o compromisso do CPP na construção de uma rede lusófona sólida e duradoura, assente na partilha de conhecimento, na aprendizagem mútua e num espírito de cooperação entre países irmãos.
O presidente do Comité Paralímpico da Guiné-Bissau (CPGB), falou de uma oportunidade única e encorajou os formandos a aproveitarem os ensinamentos e a colocá-los em prática. Júlio Mamadú Camará apelou ainda ao Comité Olímpico da Guiné-Bissau para que se mantenha firme no apoio ao (CPGB).
Fernando Arlete, presidente do COGB, por sua vez, reconheceu que o desporto paralímpico é uma ferramenta transformadora e de mudança social.
Na sua intervenção, o Diretor-Geral dos Desportos, Mário M’Bana realçou a importância deste projeto para a Guiné-Bissau, assegurando que o Governo e a reconhece a importância do desporto, um dos setores que mais condições tem de unir o povo guineense. O governante garantiu que o executivo tem na sua agenda, como preocupação central, a defesa e a promoção da inclusão.
Seminário internacional promove partilha de experiências
O programa integrou também um seminário internacional dedicado ao Movimento Paralímpico, onde se partilharam conhecimentos e experiências sobre a sua evolução e desenvolvimento em diferentes contextos.
Jorge de Carvalho, coordenador da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, apresentou o panorama internacional e Inês Viegas, coordenadora da Direção Desportiva do CPP, abordou o modelo português. A realidade guineense esteve em foco na intervenção de Júlio Mamadú Camará e de João Kennedy Araújo, secretário-geral do CPGB, que falaram do percurso e dos desafios do Movimento Paralímpico na Guiné-Bissau.
O seminário permitiu cruzar perspetivas e refletir sobre os desafios e as oportunidades de desenvolvimento do desporto paralímpico no espaço lusófono.
Formação combina conhecimento teórico e aplicação prática
Seguiu-se o início da formação, que registou forte participação e envolvimento dos formandos.
A classificação desportiva esteve em destaque no primeiro dia de formação, com questões, esclarecimento de dúvidas e partilha de experiências práticas.
Nos próximos dias, a formação prossegue com componentes teóricas e práticas nas modalidades de atletismo, boccia e powerlifting, complementadas por conteúdos dedicados à classificação desportiva. Na sexta-feira, 30 de outubro, realiza-se um evento desportivo aberto à comunidade no Estádio Nacional 24 de Setembro.
O objetivo é reforçar os conhecimentos e as competências de atletas, treinadores, dirigentes e demais agentes desportivos e contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento das estruturas que sustentam o Movimento Paralímpico na Guiné-Bissau.
A Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, recorde-se é um projeto do Comité Paralímpico de Portugal, desenvolvido no âmbito do programa Sport for Mobility – Mentoring Hubs, do Comité Paralímpico Internacional (IPC). A primeira etapa decorreu em agosto, em Maputo, Moçambique.
Na Guiné-Bissau, a iniciativa conta com a parceria do Comité Paralímpico da Guiné-Bissau, o apoio do Comité Olímpico da Guiné-Bissau e o Alto Patrocínio do Governo da República da Guiné-Bissau, através do Ministério da Juventude, Cultura e Desportos e da Direção-Geral dos Desportos.
A iniciativa insere-se no esforço de cooperação entre países de língua portuguesa para promover a capacitação, a partilha de conhecimento e o desenvolvimento do Movimento Paralímpico, criando condições para uma prática desportiva mais estruturada e para o alargamento das oportunidades de participação na prática desportiva das Pessoas com Deficiência.
