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Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica conclui ação de formação na Guiné-Bissau

A segunda etapa da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica terminou esta sexta-feira, em Bissau, depois de vários dias dedicados à capacitação, à partilha de conhecimentos e à promoção do desporto paralímpico na Guiné-Bissau. Além da formação, o Comité Paralímpico de Portugal (CPP) deixou material desportivo no país, com o objetivo de apoiar a continuidade da prática desportiva e alargar as oportunidades de participação de Pessoas com Deficiência.

O último dia ficou marcado por momentos de competição e convívio, que permitiram aos formandos colocar em prática os conhecimentos adquiridos ao longo dos quatro dias de formação. A iniciativa proporcionou o contacto com diferentes modalidades e áreas do desporto paralímpico, nomeadamente o Atletismo, o Powerlifting e o Boccia, incluindo a abordagem à classificação funcional desportiva.

Na despedida, Tiago Carvalho, vice-presidente do Comité Paralímpico de Portugal, fez um balanço positivo da experiência, considerando-a enriquecedora e sublinhando que o trabalho desenvolvido não termina com o fim desta ação. Os formandos terão agora a responsabilidade de transmitir e partilhar os conhecimentos adquiridos, contribuindo para a continuidade do trabalho e para o desenvolvimento do desporto paralímpico no país.

Também o presidente do Comité Paralímpico da Guiné-Bissau destacou a importância da formação e a convicção de que a Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica deixa um legado em Bissau.

Por sua vez, Jorge Carvalho, coordenador da Rede, avaliou positivamente a ação, destacando o impacto da formação na vida dos participantes e a importância de dar maior visibilidade às pessoas com deficiência através do desporto. A iniciativa pretende contribuir para uma inclusão transversal, criando oportunidades de participação e valorizando o papel das Pessoas com Deficiência na sociedade guineense.

Material desportivo para dar continuidade à prática

Como contributo para a continuidade do trabalho desenvolvido, o CPP deixou em Bissau vendas e diverso material de Boccia, incluindo dois conjuntos de bolas numa colaboração com a PCAND – Paralisia Cerebral Associação Nacional de Desporto, bem como equipamentos. Este material será distribuído pelos formandos e por atletas com deficiência que pratiquem desporto, procurando apoiar a atividade desportiva e criar melhores condições para o seu desenvolvimento.

Ao longo desta etapa, a Rede promoveu ainda momentos de contacto com a realidade local, incluindo uma visita à Escola Bengala Branca, à qual o Comité Paralímpico de Portugal entregou três bolas com guizos, com a colaboração da ANDDVIS – Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Visual, contribuindo para apoiar a prática desportiva de pessoas com Deficiência Visual.

A ação de formação em Bissau integra a Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, uma iniciativa do Comité Paralímpico de Portugal, com o apoio do Comité Paralímpico Internacional, no âmbito do programa Sports for Mobility. O projeto tem como objetivo reforçar competências, promover a partilha de experiências e criar oportunidades para o desenvolvimento do Movimento Paralímpico nos países de língua portuguesa.

Com o encerramento desta etapa na Guiné-Bissau, fica o desafio de dar continuidade ao trabalho desenvolvido e transformar os conhecimentos adquiridos e os recursos disponibilizados em novas oportunidades para o desporto paralímpico e para a inclusão.

O projeto prevê ainda ações presenciais em Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

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