Saltar para o conteúdo principal

CPP recebe visita de acompanhamento do projeto europeu QIS – All In

O Comité Paralímpico de Portugal (CPP), entidade coordenadora do projeto europeu QIS – All In, recebeu a visita de Anna Galian, Project Officer da Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA), responsável pelo acompanhamento do projeto. A iniciativa permitiu avaliar o trabalho desenvolvido, fazer o ponto de situação e discutir os próximos passos, numa altura em que o projeto se aproxima da conclusão, prevista para junho de 2027.

A visita incluiu uma reunião de trabalho e uma sessão de acompanhamento com os restantes parceiros do consórcio, por videoconferência, dedicada à evolução do projeto, aos resultados alcançados e às etapas que se seguem.

Para Sandro Araújo, vice-presidente do CPP, este encontro constituiu «uma etapa marcante para o projeto».

«Tivemos a honra de ser visitados por um representante da entidade gestora do programa do Erasmus+ Desporto, com a qual tivemos a oportunidade, não só de trocar impressões, mas sobretudo de apresentar o trabalho que até agora tem sido desenvolvido com um consórcio de entidades europeias ligadas ao desporto e, em particular, nesta dimensão mais inclusiva, absolutamente de vanguarda», afirmou.

Duas instalações, duas realidades

O programa incluiu visitas a duas infraestruturas que integram a fase-piloto do QIS – All In: o Centro de Alto Rendimento de Rio Maior e o Pavilhão do Lis, em Leiria.

Em Rio Maior, a comitiva foi recebida por Miguel Pacheco, presidente do Conselho de Administração da DESMOR Rio Maior Sports Centre, entidade responsável pela gestão do complexo. A visita permitiu conhecer as instalações e as valências de uma infraestrutura com mais de 20 anos de atividade, que acolhe atividades desportivas e estágios nacionais e internacionais, incluindo na área do desporto para Pessoas com Deficiência.

Já no Pavilhão do Lis, a comitiva foi recebida por Pedro Miguel Roque, chefe da Divisão de Desporto e Gestão de Equipamentos Desportivos da Câmara Municipal de Leiria. A visita permitiu conhecer uma realidade distinta, a de uma instalação construída com preocupações específicas de acessibilidade.

Sandro Araújo destacou a complementaridade das duas infraestruturas, sublinhando a importância de compreender diferentes contextos de prática desportiva.

«Em relação ao trabalho que tem sido desenvolvido nesta área, tivemos a ocasião de visitar duas instalações desportivas distintas, mas ainda assim bastante complementares na forma como permitem perceber como é que o desporto é trabalhado nesta dimensão. Por um lado, o Centro de Alto Rendimento de Rio Maior, uma instalação já com mais de 20 anos, mas que tem um conjunto de valências que permitem a prática desportiva ao nível da competição, mas sobretudo de estágios nacionais e internacionais na área do desporto para pessoas com deficiência. E, num segundo momento, visitámos o Pavilhão do Lis, construído já especificamente com esta preocupação em mente», fez notar.

Inclusão para lá do alto rendimento

A coordenação do QIS – All In pelo CPP enquadra-se numa visão da inclusão desportiva que ultrapassa o alto rendimento e a competição, procurando contribuir para a melhoria das condições de acesso ao desporto e da qualidade de vida das Pessoas com Deficiência.

«É importante ter a consciência de que o Comité Paralímpico de Portugal trabalha a dimensão inclusiva, não apenas ao nível do alto rendimento e daquilo que é o desempenho desportivo e os resultados que se pretende obter em competição, mas também garantir uma melhoria consistente das condições de vida e da qualidade de vida das sociedades onde nos inserimos», afirmou Sandro Araújo.

O vice-presidente acrescentou que o projeto poderá «acrescentar valor às instalações desportivas, não só de alto rendimento, mas também instalações desportivas gerais», em Portugal e no resto da Europa, contribuindo para promover a prática desportiva das Pessoas com Deficiência, independentemente da sua idade, condição social ou localização geográfica.

Um consórcio europeu coordenado por Portugal

Financiado pelo programa Erasmus+ Desporto da União Europeia, o QIS – All In (Quality Inclusiveness in Sport) reúne oito organizações europeias ligadas ao desporto e à acessibilidade: os Comités Paralímpicos de Portugal, Espanha e Grécia, a Secretaria Regional de Inclusão Social, Juventude, Famílias e Igualdade da Andaluzia (Espanha), a European Multisport Club Association (Bélgica), o HAŠK Mladost (Croácia), a Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal (APCAS) e o International Centre for Sport Security (ICSS) Europe. O projeto conta ainda com o Comité Paralímpico Europeu (EPC), a ColorAdd e o Plano Nacional de Ética no Desporto como parceiros associados.

Medir, certificar e melhorar

O objetivo é desenvolver uma metodologia de avaliação e certificação da acessibilidade das instalações desportivas, acompanhada de ferramentas gratuitas e de acesso livre. O modelo prevê três níveis de certificação (Bronze, Prata e Ouro) e está a ser testado numa fase-piloto que abrange mais de 50 instalações.

A iniciativa pretende permitir às entidades responsáveis pelas infraestruturas avaliar as condições existentes, reconhecer boas práticas e identificar as áreas em que são necessárias melhorias, contribuindo para uma abordagem mais sistemática à acessibilidade no desporto.

Como explicou Sandro Araújo, pretende-se «estabelecer uma métrica e disponibilizar, de forma gratuita e livremente disponível, uma metodologia para medir, certificar e identificar aquilo que são os aspetos que estão bem feitos e os aspetos que ainda se pretendem melhorar, para que no futuro seja mais fácil ainda praticar o desporto em Portugal».

Com este projeto, o CPP reforça o seu compromisso com a promoção de um desporto mais acessível e inclusivo, contribuindo para que as instalações desportivas ofereçam melhores condições de participação às Pessoas com Deficiência.

‹ Voltar às notícias