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Futebol para Cegos
Durante muito tempo, o futebol para cegos foi praticado com regras distintas de país para país. A uniformização só aconteceu em 1996, quando a International Blind Sports Federation passou a assumir oficialmente a governação da modalidade e a definir o seu enquadramento regulamentar.
A estreia no programa paralímpico aconteceu nos Jogos Paralímpicos Atenas 2004, mantendo-se desde então como presença regular em todas as edições dos Jogos. O Brasil, onde a modalidade chegou nos anos 60, conquistou a medalha de ouro em todas as edições até aos Jogos Paralímpicos Paris 2024, nos quais terminou na 3.ª posição. Nesta edição, a medalha de ouro foi conquistada pela França e a prata pela Argentina.
O futebol de cegos é praticado por equipas de cinco jogadores com deficiência visual: quatro atletas de campo e um guarda-redes. A modalidade segue princípios semelhantes aos do futebol regulado pela FIFA, embora com adaptações específicas que garantem condições de jogo adequadas aos atletas.
Para facilitar a orientação dos jogadores, utiliza-se uma bola com um dispositivo sonoro no interior, permitindo que os atletas acompanhem a sua localização através do som. Durante o jogo, o ambiente no recinto deve manter-se em silêncio, para que os atletas possam identificar os movimentos da bola e os dos colegas. A exceção são os momentos em que é marcado um golo.
Todos os jogadores de campo utilizam máscaras opacas que bloqueiam totalmente a visão, assegurando igualdade entre atletas com diferentes níveis de visão residual. O guarda-redes, que pode ser normovisual ou ter visão parcial, não utiliza máscara.
As equipas podem também contar com apoio, além do guarda-redes que orienta os colegas a partir da baliza, de um guia ofensivo, colocado junto à baliza adversária e que fornece referências sonoras que ajudam os jogadores a posicionar-se e a direcionar os remates à baliza adversária.
Os encontros têm a duração de 30 minutos, divididos em duas partes de 15 minutos. O campo de jogo é mais reduzido do que no futebol convencional, mede 40 por 20 metros, e é delimitado por tabelas laterais que impedem a saída da bola. As balizas são também mais pequenas. Nesta modalidade não existem foras-de-jogo nem lançamentos laterais, o que favorece o ritmo do jogo.
Para mais informações consulte o site da ANDDVIS – Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Visual.
Recorde aqui os momentos altos da competição nos Jogos Paralímpicos Paris 2024.
Saiba mais sobre a modalidade nos Jogos Paralímpicos LA28.
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