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Diálogo e proximidade marcam Reunião Geral

24 January 2026

Diálogo e proximidade marcam Reunião Geral

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Realizou-se este sábado, no Auditório Central da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, a Reunião Geral que juntou Federações, atletas, treinadores, parceiros de competição e treinadores assistentes desportivos e que serviu, entre outros temas, para abordar assuntos estruturantes como os Programas de Preparação Paralímpica e Surdolímpica, Contratos-Programa de Apoio ao Desenvolvimento Desportivo, Regulamentos e medidas de apoio, em particular, à carreira dual.

Foi uma jornada marcada pela escuta ativa, pela partilha de ideias e pelo diálogo construtivo entre atletas e estrutura do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), em que a participação e o envolvimento demonstrados reforçaram a importância destes momentos de proximidade e de construção conjunta.

No rescaldo desta jornada de trabalho, Carlos Lopes, secretário-geral do Comité Paralímpico de Portugal e coordenador do Programa de Preparação Paralímpica fez um balanço positivo do encontro.

“Foi uma reunião muito participada, quer em número, quer na qualidade das intervenções e das questões que foram sendo colocadas. Acho que foi uma reunião muito importante para que todos estejamos na posse das mesmas informações, para que possamos partilhar as nossas preocupações e afinar os mecanismos para que a preparação para Los Angeles 2028 e Atenas 2029 decorra da melhor forma. Esse é o nosso objetivo, preparar o melhor possível os nossos atletas paralímpicos e surdolímpicos para que possam chegar ao mais alto nível aos respetivos jogos”, explicou Carlos Lopes.

Um sistema que funciona bem é um sistema mais capaz de produzir mais e melhores resultados, permitindo que não se disperse energia “em questões mais administrativas ou burocráticas”. Foi nesse sentido que a Plataforma Digital de Gestão foi apresentada nesta Reunião Geral, tendo os atletas escolhido o nome CPP 360

“Trata-se de uma plataforma digital que congrega todos os nossos contratos-programa e que confere à gestão dos programas paralímpico e surdolímpico uma maior agilidade e uma desmaterialização. Estamos convictos que isso irá simplificar todo o processo de gestão e permitir que foquemos a nossa energia naquilo que é essencial: os atletas na preparação desportiva, no treino e nas competições, no nosso caso na melhor gestão possível dos programas paralímpico e surdolímpico”, observou Carlos Lopes.

Questionado sobre as perspetivas para este ciclo, Carlos Lopes afirmou acreditar que “estão reunidas as condições para que seja bem-sucedido: “Estamos a trabalhar todos, CPP, Federações, atletas, treinadores, equipas multidisciplinares, Gabinete de Apoio à Preparação, para que as condições e os recursos sejam os melhores para que os atletas possam chegar nas melhores condições possíveis aos Jogos Paralímpicos e Surdolímpicos.”

Na mensagem final dirigida a Federações, clubes, atletas e treinadores, Carlos Lopes deixou um apelo à proximidade e ao trabalho conjunto:

“Queria deixar uma mensagem de grande disponibilidade para comunicarmos sempre, para podermos acompanhar de perto as necessidades específicas de cada atleta e, em conjunto e em equipa, podermos encontrar a todo o tempo e de forma eficaz as melhores soluções. Penso que estão reunidas as condições para que isso aconteça e, portanto, a minha mensagem é uma mensagem de comunicação permanente, de proximidade e de trabalho em equipa para que os resultados e para que os objetivos definidos possam ser alcançados.”

Também Tiago Carvalho, vice-presidente do CPP e coordenador do Programa de Preparação Surdolímpica sublinhou o facto de a reunião ter sido “bastante proveitosa”.

“Pudemos reunir os atletas, os interlocutores das federações. Tivemos uma grande adesão e foi uma reunião onde pudemos expor toda a nova organização relativamente ao programa de preparação paralímpica e surdolímpica para Los Angeles 2028 e Atenas 2029. Estas reuniões de trabalho permitem-nos criar uma proximidade com os atletas e fazem com que eles percebam os mecanismos de apoio que têm ao seu dispor e aquilo que é o trabalho desenvolvido pelo Comité Paralímpico”, fez notar Tiago Carvalho, destacando as virtudes do contrato-programa agora em vigor:

“É um contrato único, é um contrato em que estão agregadas as duas dimensões, a paralímpica e a surdolímpica. Principalmente na dimensão surdolímpica, é um contrato que vem trazer estabilidade para os próximos quatro anos. Na dimensão paralímpica, há um incremento substancial também das verbas disponíveis para a preparação dos atletas. Isso permite-nos trabalhar em projetos de captação de novos atletas, por isso, é um contrato que nos dá muita vontade de querer trabalhar, muita vontade de demonstrar que há um efetivo crescimento. Há um interesse por parte da tutela em fazer crescer esta dimensão desportiva.”

Os resultados conseguidos nos Jogos Paralímpicos Paris 2024 e Jogos Surdolímpicos Tóquio 2025 permitem também que os atletas abracem este ciclo ainda com maior e mais vontade de vencer.

“E foram os resultados nos últimos Jogos, tanto Paralímpicos, como Surdolímpicos, que também potenciaram esta melhoria significativa e esta forma de trabalhar diferente. Isso foi, sem dúvida alguma, altamente potenciador e conseguimo-lo graças aos atletas, graças ao seu desempenho e graças ao seu empenho. E também isso faz-nos a nós, Comité Paralímpico, querer melhorar de dia para dia e melhorar também as condições para eles, porque também estamos a ser correspondidos no seu trabalho e no seu esforço”, enalteceu Tiago Carvalho.



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