A cidade de Maputo, em Moçambique, acolheu esta segunda-feira a conferência de Imprensa de apresentação da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, uma iniciativa promovida pelo Comité Paralímpico de Portugal, com o apoio do Comité Paralímpico Internacional, que pretende reforçar competências, promover a cooperação e criar novas oportunidades para o desenvolvimento do desporto paralímpico nos países de língua oficial portuguesa.
A conferência de Imprensa decorreu na sede do Comité Olímpico de Moçambique e marcou o arranque oficial da primeira ação do projeto, que escolheu Moçambique como ponto de partida para um programa assente na partilha de conhecimento, capacitação e cooperação entre instituições.
Na ocasião, o secretário-geral do Comité Olímpico de Moçambique, Penalva Cézar, manifestou satisfação pelo facto de o país acolher o início desta iniciativa.
"Que o trabalho que vai ser desenvolvido traga frutos e que nós, moçambicanos, aproveitemos ao máximo as experiências que vão ser trazidas para que o desporto moçambicano, o paralímpico em particular, se possa catapultar", disse o anfitrião desta sessão de apresentação.
O presidente do Comité Paralímpico de Portugal, José Manuel Lourenço, destacou que esta missão assenta numa lógica de cooperação e aprendizagem mútua.
"Nós não vimos apenas com o espírito de dizer que vamos ensinar, queremos, sim, ter uma experiência de partilha, de cooperação. A cooperação, como eu a entendo, é exatamente dar e receber."
O presidente do CPP sublinhou ainda a importância de criar um legado duradouro:
"O objetivo é que com a nossa ação possamos, de facto, deixar marca, deixar um legado. E queremos também influenciar as famílias. A prática desportiva melhora a qualidade de vida das pessoas com deficiência e aumenta os índices de felicidade da própria família."
Já Jorge Carvalho, coordenador da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, reforçou a ambição de contribuir para o crescimento do movimento paralímpico moçambicano e para a qualificação dos seus agentes desportivos.
"Queremos sensibilizar e chamar a atenção para aquilo que vamos fazer, que é a capacitação. Moçambique deve conseguir alcançar os mínimos para ir aos Jogos de Los Angeles 2028, deve ir por direito próprio, acrescentando a isso as questões da qualidade, do mérito dos atletas, dos treinadores, dos seus dirigentes e do país."
Entre os dias 4 e 7 de agosto, atletas, treinadores, classificadores e dirigentes participarão nesta ação de capacitação. A Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica pretende afirmar-se como uma plataforma de cooperação entre os países lusófonos, promovendo a qualificação técnica, a inclusão e o desenvolvimento sustentável do desporto paralímpico, contribuindo para criar mais oportunidades para atletas e agentes desportivos.
De Maputo para Los Angeles 2028, o compromisso é claro: capacitar, incluir e transformar vidas através do desporto.