Modalidades paralímpicas
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Taekwondo
O taekwondo moderno desenvolveu‑se na Coreia do Sul no período pós‑guerra, num contexto de reconstrução nacional em que se procurou recuperar e valorizar as artes marciais tradicionais. A partir da fusão de sistemas de combate indígenas com influências de outras artes marciais asiáticas, foi criada uma disciplina que privilegia, sobretudo, o trabalho de pernas e os pontapés dinâmicos e que rapidamente se afirmou como símbolo da identidade cultural coreana.
Em meados dos anos 2000, a World Taekwondo, que coordena o desenvolvimento e o enquadramento da modalidade no movimento paralímpico, começou a desenvolver uma vertente de combate chamada kyorugi, adaptando as regras da modalidade olímpica às especificidades dos atletas com deficiência. A 1.ª edição dos Campeonatos do Mundo realizou‑se em Baku, no Azerbaijão, em 2009, a confirmação da modalidade no programa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 marcou um ponto de viragem, impulsionando o crescimento global da modalidade.
Desde então, o número de países e de atletas participantes tem aumentado significativamente. Em Paris 2024, estiveram presentes 121 athletes (61 masculinos e 60 femininos) em representação de 54 nações.
O taekwondo paralímpico privilegia pontapés rápidos e potentes ao tronco, sendo disputado num formato à melhor de três assaltos. Os atletas utilizam colete eletrónico e meias com sensores, que registam o impacto e determinam a atribuição de pontos, o que torna o sistema de pontuação mais objetivo.
Os ataques ao tronco valem pontuações diferentes consoante a técnica utilizada, sendo as ações de rotação e de giro mais valorizadas. Os pontapés à cabeça são proibidos e penalizados com gam-jeom, uma falta que atribui um ponto ao adversário. Outras infrações comuns incluem agarrar ou empurrar o oponente, pontapés abaixo da cintura ou sair da área de combate.
Um assalto pode ser ganho de várias formas: alcançando uma vantagem de 12 pontos, acumulando o adversário cinco penalizações gam-jeom ou terminando o tempo regulamentar em vantagem. Em caso de empate, recorre‑se a critérios sucessivos, como o número de técnicas de rotação ou de giro pontuadas e o total de toques registados. Se a igualdade persistir, a decisão cabe aos juízes.
As competições decorrem entre atletas da mesma classe desportiva e da mesma categoria de peso, existindo cinco categorias masculinas e cinco femininas no programa paralímpico.
Recorde aqui os momentos altos da competição nos Jogos Paralímpicos Paris 2024.
Saiba mais sobre a modalidade nos Jogos Paralímpicos LA28.
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