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Moçambique inaugura Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica rumo a Los Angeles 2028

2 Agosto 2026

Moçambique inaugura Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica rumo a Los Angeles 2028

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Moçambique será o primeiro país de língua portuguesa a acolher a Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, iniciativa de cooperação internacional destinada a reforçar competências, estruturas e estratégias para o desenvolvimento do Movimento Paralímpico no espaço lusófono. A primeira etapa decorre em Maputo, de 4 a 7 de agosto, com ações de formação e um evento desportivo aberto à comunidade.

Promovida pelo Comité Paralímpico de Portugal (CPP), com o apoio do Comité Paralímpico Internacional (IPC), através do programa Sport for Mobility, a iniciativa reúne em Moçambique parceiros nacionais e locais, entre os quais o Governo da República de Moçambique, através do Ministério da Juventude e Desporto e da Direção Nacional do Desporto, a Câmara Municipal de Maputo, o Comité Olímpico de Moçambique e o Comité Paralímpico de Moçambique.

A passagem por Moçambique marca o arranque de um programa que pretende criar uma rede de cooperação entre os países lusófonos, apostando na qualificação de atletas, treinadores, classificadores, gestores e dirigentes e no fortalecimento das estruturas nacionais ligadas ao desporto paralímpico.

“O arranque da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica em Moçambique simboliza o compromisso dos países de língua portuguesa com um Movimento Paralímpico mais forte, inclusivo e sustentável”, afirma Jorge Carvalho, coordenador do projeto. Segundo o responsável, este primeiro Hub procura “capacitar pessoas, reforçar instituições e criar oportunidades para atletas e técnicos”, tendo como horizonte os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

Para José Manuel Lourenço, presidente do Comité Paralímpico de Portugal, a iniciativa demonstra a capacidade da cooperação entre instituições lusófonas para produzir resultados concretos no desenvolvimento do desporto paralímpico.

"Este projeto traduz, na prática, a capacidade de a cooperação entre instituições lusófonas gerar impacto real no desenvolvimento do desporto paralímpico. Ao investir na formação de atletas, treinadores, classificadores e gestores, estamos a reforçar competências locais, a consolidar estruturas e a criar condições para um crescimento sustentado em cada país parceiro. Moçambique inaugura este percurso com enorme simbolismo, mas o mais importante é o efeito que esta rede poderá deixar no futuro do Movimento Paralímpico lusófono», faz notar José Manuel Lourenço, Presidente do Comité Paralímpico de Portugal.

Formação em atletismo, boccia e powerlifting

O programa oficial começa no dia 4 de agosto, com a Cerimónia de Abertura e o Seminário da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, no Auditório do Comité Olímpico de Moçambique, em Maputo. A sessão contará com representantes das instituições parceiras e intervenções dedicadas ao Movimento Paralímpico Internacional, ao desenvolvimento do desporto para pessoas com deficiência em Portugal e Moçambique e às políticas públicas de desporto inclusivo no país.

Entre 4 e 6 de agosto, o Parque dos Continuadores acolherá a componente formativa prática da iniciativa. As sessões destinam-se a atletas, treinadores, classificadores desportivos, gestores de competições e dirigentes, incidindo sobre atletismo, boccia e powerlifting, bem como sobre elegibilidade e classificação desportiva. A formação combinará componentes teóricas e práticas, incluindo a simulação de ambientes formais de competição nas três modalidades.

A iniciativa deixará também um legado material em Moçambique. A PCAND - Paralisia Cerebral Associação Nacional de Desporto associou-se ao projeto através da cedência de dois conjuntos de bolas de boccia ao Comité Paralímpico de Moçambique, destinados a reforçar as condições para a prática e o desenvolvimento da modalidade no país.

O encerramento está marcado para 7 de agosto, no Estádio Nacional do Zimpeto, com um Evento Desportivo de Competição e Captação aberto à comunidade.

Depois de Moçambique, a Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica chegará ainda em 2026 à Guiné-Bissau. Em 2027, o programa prosseguirá em São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Angola, consolidando uma rede lusófona orientada para a formação, inclusão e criação de oportunidades no Movimento Paralímpico, tendo como horizonte Los Angeles 2028.



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